De bilionário a criminoso, o empresário, preso pela Lava Jato, divide uma cela com outros seis presos pela maior operação anticorrupção da história do Brasil.

O Empresário que levantou um império e que viaja em jatinhos particulares, ou classe executiva, agora mudou de realidade, cabeça raspada e sem estudo superior o  ex-bilionário, preso pela Lava Jato, está em uma cela com outros seis homens presos pela maior operação anticorrupção já realizada no Brasil.

Eike Batista, chegou ao presídio Bandeira Estampa, no Complexo de Bangu, início da tarde de ontem (30) já de cabelo raspado. Bangu 9 tem capacidade para 541 presos e abriga 422. São contraventores, suspeitos de envolvimento com a milícia e quem não têm ligação com facções criminosas. Foi encaminhado a esse complexo por ter curso superior, Eike está dividindo a cela com outras seis pessoas, todas presas em fases anteriores da Lava Jato. As celas têm 15 metros quadrados, beliches de concreto, sem vaso sanitário, só um buraco no chão que serve de banheiro e um cano com água fria para o banho.
No mesmo complexo de presídios está Sérgio Cabral, em Bangu 8, para onde vão os detentos com diploma universitário.

Eike tinha sido levado para o presídio Ary Franco, mas devido a falta de segurança, a transferência para Bangu 9 foi determinada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, que admitiu não poder garantir a segurança do empresário.

A prisão de Eike Batista é preventiva. Hoje a tarde ele presta depoimento aos investigadores da Lava Jato, na sede da Polícia Federal no Rio. O empresário está sendo acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro e de ter pago ao ex-governador Sérgio Cabral propina de US$ 16,5 milhões, que equivale a cerca de R$ 52 milhões.

Os investigadores da Lava Jato no Rio dizem que o dinheiro pago a Sérgio Cabral saiu da conta de uma das empresas de Eike Batista no Panamá. Com um contrato falso da venda de uma mina de ouro, que agora, descobriu-se, fica na Colômbia, segundo o próprio empresário.

O avião pousou no Galeão às 9h54 da ontem (30). Eike Batista desembarcou antes de todo mundo, ao lado de policiais. Estava sem algemas, carregando um travesseiro e uma pequena mala.

Do Galeão foi ao IML, onde fez exame de corpo de delito. Foram os últimos passos antes da cadeia daquele que já foi o 7º homem mais rico do mundo.
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