Depois de anos fazendo de conta que não ouvia os pedidos dos usuários, o Facebook cumpre finalmente esse desejo. Atenção! Pode não ser pelas melhores razões…

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, revelou os seus planos para o tão desejado botão durante uma sessão de perguntas e respostas na sede da companhia, na terça-feira.

A ideia já foi recusada várias vezes por Zuckerberg e outros executivos do Facebook no passado. Mas ir além do “gosto” é fundamental para o crescimento do Facebook, dando origem a uma maior variedade de conteúdo e que agrade a um maior número de pessoas.

O centro do Facebook é o “Feed de Notícias”, onde se encontram artigos, notícias, fotografias e vídeos partilhados por amigos na rede social. O Facebook usa um algoritmo que seleciona quais os conteúdos que aparecerão no “Feed de Notícias” de cada usuário, pois há demasiados conteúdos a circular para serem mostrados em ordem cronológica. O Facebook prevê, assim, com base nos amigos e páginas mais visitadas pelos utilizadores as que acharão mais interessantes e seleciona-as.

O Facebook ainda não consegue ler mentes, então tenta adivinhar. O “Feed de Notícias” tem em conta milhares de fatores desde a frequência com que o usuário assiste a publicações de vídeo até à frequência que clica nas fotografias de perfil de alguém. Mas, às vezes, não passa de um difícil trabalho de adivinhação.

No entanto, clicar num botão “gosto” é diferente, não deixa dúvidas. As pessoas ou gostam de uma coisa ou não gostam. Portanto, publicações que atraem muitos “gostos” de certos usuários são postas em destaque no “Feed de Notícias” de outros utilizadores porque se assume que lhes agradará também a eles.

Um botão “não gosto” vem facilitar, assim, este sistema de adivinhação, pois o Facebook seria imediatamente avisado que certo utilizador não tinha qualquer interesse em certo conteúdo e nunca mais disponibilizaria esse tipo de informação no seu “Feed de Notícias.”

Quer isto dizer, que o Facebook está preocupado em oferecer aos seus usuários cada vez mais aquilo de que eles “gostam”. O que não significa necessariamente que seja tudo aquilo que o usuário precisa de saber. Portanto, pense bem antes de clicar no botão “não gosto”. Pode estar a afastar do seu feed notícias que, mesmo que não sejam do seu agrado, podem ser interessantes e importantes para a sua vida. Ou está à espera que a vida seja tudo como no Facebook?